Porquê Entre DOURO e MINHO ?


Porque, nasci numa cidade duriense das mais bonitas, Lamego. Porque, migrei para a cidade de Gaia, no início da década de 60, onde vivo a minha juventude, e permaneço até hoje. Porque, a partir da década de 90 divido a minha vida, com Cabeceiras de Basto.
É Entre DOURO e MINHO, porque complemento a minha vida com o rural duriense, o rural minhoto e o urbano, do litoral. Será desta grande região, tão diferente entre as suas gentes, mas tão NORTENHAS, que exporei uma das minhas grandes paixões - como amador e autodidacta - a fotografia, bem como escritos sobre esta tão vasta região...

_____________________________________________________________________________________________

quarta-feira, 30 de maio de 2012

25 Anos da Casa de Serralves - Porto


A Casa de Serralves comemorou ontem (terça-feira) os 25 anos da sua abertura ao público, no ano de 1987.
Nos primeiros tempos ainda só com a Casa e parte dos jardins a serem visitáveis.


A Casa de Serralves, para além de ser a sede da Fundação, constitui uma extensão importante do Museu de Arte Contemporânea, reservada à apresentação de exposições temporárias.
Originariamente concebida como residência particular, a Casa - exemplar único da arquitetura art déco - e o Parque - inspirado pelos modernistas - foram mandados construir pelo segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral. Com fachada para a Rua de Serralves e entrada principal pela Avenida Marechal Gomes da Costa, a Casa de Serralves é um exemplar significativo do estilo art déco e foi edificada nas imediações do Porto, entre os anos de 1925 e 1944.
Quer em termos arquitetónicos, quer paisagísticos, a propriedade constitui um todo notável e harmonioso, peça única em Portugal e na Europa. Em 1996, considerando o seu relevante interesse arquitetónico, o património imobiliário de Serralves foi classificado como “Imóvel de Interesse Público”.


 
A história da Casa de Serralves iniciou-se no início dos anos 20 do século XX depois de Carlos Alberto Cabral (1895-1968), 2º Conde de Vizela, ter herdado a quinta de veraneio da sua família. Homem culto e viajado, tinha uma atração pela modernidade e pela vivência cosmopolita, aspetos que não se conciliavam com o clima cultural e social da cidade do Porto e aos quais não terá sido alheia a educação francesa e inglesa de que havia beneficiado durante a infância.
Em 1923, no mesmo ano em que recebeu a herança, comprou em Biarritz, França, na zona do Plateau do Phare, uma moradia chamada Villa Velleda.
 


Nesta estância balnear terá apreciado de perto a arquitetura moderna e a moda art déco, tendências que acabariam por influenciar a construção do novo edifício na antiga casa de férias.
Dois anos depois, com o objetivo de mobilar o novo espaço, visitou na companhia do arquiteto José Marques da Silva a Exposition Internationale de Arts Décoratifs et Industriels Modernes em Paris, certame cuja modernidade o deixa fascinado e no qual estabelece contactos com o famoso decorador Jacques-Émile Ruhlmann e seus colaboradores. O projeto e a construção da nova casa iniciaram-se nesse mesmo ano e foram objeto de várias alterações e intervenções.
 


Numa primeira fase o desenho previa uma adaptação prudente da casa existente na propriedade, mas com exceção da capela de finais do século XIX, cuja estrutura se manteve tendo sido envolvida pela ‘pele’ que à volta dela se construiu, o projeto resultou numa residência construída de raiz.
Participaram na edificação da Casa vários intervenientes mas a sua autoria poderá ser atribuída, com algum cuidado, a Charles Siclis, cuja participação se revelou decisiva na conceção global do projeto, e a José Marques da Silva que o desenvolveu, alterou e executou.



Algumas modificações importantes terão partido do próprio Carlos Alberto Cabral e a intervenção de Jacques-Émile Ruhlmann, e mais tarde de Alfred Porteneuve, seu sobrinho e arquiteto de formação, também obrigou a alterações de modo a harmonizar as relações entre o interior e exterior do edifício. O edifício, entendido enquanto obra coletiva, só seria concluído em 1944, com um atraso considerável devido às dificuldades provocadas pela Guerra Civil Espanhola e pela 2ª Guerra Mundial.
 

 
Considerada a obra art déco mais notável de Portugal, ainda que terminada muito depois de o estilo ter tido o seu período áureo, este edifício ultrapassa largamente o edificado no contexto da arquitetura portuguesa da época, ainda dominada pelo gosto oitocentista e pelas orientações beaux-arts e pontuada, raramente, por incursões pela arte nova.Ao lado de Blanche Daubin, com quem se viria a casar no início dos anos 50, o Conde ocuparia definitivamente a casa em 1944. Habitá-la-ia contudo por pouco tempo.


Devido a dificuldades financeiras vendeu-a e ao resto da propriedade, a Delfim Ferreira, conde de Riba d´Ave antes de se estabelecer nos dois últimos andares de um prédio no Porto. O negócio previa contudo uma restrição: a propriedade não podia ser objeto de qualquer transformação. Até aos anos 80 o espaço permaneceria inacessível ao público até que, em 1986, o Estado representado por Teresa Patrício Gouveia, então Secretária de Estado da Cultura, adquire a quinta aos herdeiros de Delfim Ferreira permitindo a sua abertura à cidade.
 

1 comentário:

  1. Novidade sobre meus blogues novo e antigo, que passam a ser:

    = Memória Portista
    memoriaporto.blogspot.com

    = Longra Histórico-Literária
    longrahistorico.blogspot.com

    = Lôngara – Actividade Literária e Memória Alvi-Anil
    http://longara.blogspot.pt/

    ResponderEliminar